Um levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 12 de junho de 2025 acendeu um alerta sobre a presença de trabalho infantil e infantojuvenil em municípios do Vale do Aço. Segundo o órgão, foram identificadas situações irregulares envolvendo crianças e adolescentes atuando em atividades consideradas de risco ou proibidas por lei.
As fiscalizações ocorreram ao longo dos últimos meses em Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Santana do Paraíso, com apoio de conselhos tutelares, Ministério Público do Trabalho e equipes de assistência social. De acordo com o relatório, os casos mais frequentes envolvem adolescentes em serviços informais como reciclagem, transporte de cargas leves, comércio ambulante e apoio irregular em oficinas e pequenos estabelecimentos.
O MTE destacou que parte das situações está relacionada à vulnerabilidade social e à necessidade econômica das famílias, que acabam permitindo que crianças assumam funções inadequadas para complementar a renda doméstica. Em outros casos, segundo os fiscais, há exploração direta, especialmente em atividades perigosas ou realizadas em horários incompatíveis com a frequência escolar.
As equipes responsáveis pelas operações informaram que todos os menores encontrados em situação irregular foram encaminhados para acompanhamento social e inserção em programas de proteção. As famílias também receberam orientações e, em alguns casos, foram direcionadas a benefícios socioassistenciais.
Especialistas reforçam que o trabalho infantil compromete o desenvolvimento físico e psicológico de crianças e adolescentes, além de prejudicar o desempenho escolar. A legislação brasileira proíbe qualquer forma de trabalho antes dos 14 anos, exceto na condição de aprendiz, e estabelece regras específicas para atividades permitidas entre 14 e 17 anos.
O Ministério do Trabalho anunciou que continuará realizando ações em todo o estado, com foco especial em regiões que apresentam índices de vulnerabilidade mais elevados. No Vale do Aço, novas fiscalizações devem ocorrer ainda este ano, acompanhadas de campanhas educativas e articulação com órgãos municipais para fortalecer a rede de proteção.





