A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2%, o menor índice registrado desde 2012, segundo dados divulgados pelo IBGE por meio da PNAD Contínua. O resultado reforça o cenário de recuperação do mercado de trabalho brasileiro e indica avanço consistente na geração de empregos.
De acordo com o levantamento, a redução do desemprego foi impulsionada principalmente pelo aumento do número de pessoas ocupadas, tanto no setor formal quanto no informal. Houve crescimento expressivo nas contratações com carteira assinada, além da expansão do trabalho por conta própria, especialmente em atividades ligadas aos setores de serviços, comércio e indústria.
O estudo aponta ainda que o número de trabalhadores ocupados atingiu patamar recorde, enquanto o contingente de desocupados caiu para um dos menores níveis da série histórica. A renda média do trabalhador também apresentou leve crescimento, contribuindo para a melhoria do poder de compra das famílias e estimulando o consumo.
Especialistas avaliam que o resultado reflete a retomada gradual da economia, aliada a políticas de estímulo à atividade produtiva e à formalização do emprego. No entanto, alertam que, apesar do avanço, ainda existem desafios, como a redução da informalidade, a ampliação de empregos de maior qualificação e a manutenção do crescimento econômico de forma sustentável.
O Brasil vinha registrando taxas de desemprego elevadas na última década, com picos durante períodos de crise econômica e na pandemia. O índice atual representa um marco histórico e sinaliza um momento mais favorável para o mercado de trabalho, embora o cenário exija cautela diante das oscilações econômicas e do contexto internacional.




