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Índice de infestação do Aedes aegypti se mantém alto em Ipatinga

O índice de infestação do mosquito Aedes aegypti continua elevado em Ipatinga, acendendo um alerta para o risco de transmissão de doenças como dengue, chikungunya e zika. O dado foi divulgado a partir do mais recente Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), realizado pela Vigilância em Saúde do município.

De acordo com o levantamento, o percentual de imóveis com focos do mosquito permanece acima do considerado satisfatório pelos órgãos de saúde, o que mantém Ipatinga em situação de alerta. O resultado indica que, apesar da redução no número de casos de dengue registrada recentemente, o ambiente ainda é favorável à proliferação do vetor.

O LIRAa identificou que os principais focos do mosquito continuam sendo encontrados dentro das residências, especialmente em recipientes que acumulam água parada, como vasos de plantas, caixas d’água mal vedadas, ralos, calhas e materiais descartados de forma inadequada nos quintais.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o controle do Aedes aegypti depende diretamente da participação da população. Mesmo com ações frequentes de visitas domiciliares, mutirões de limpeza e aplicação de larvicidas, os índices só tendem a cair com a adoção de cuidados rotineiros por parte dos moradores.

Os agentes de endemias seguem intensificando as vistorias em bairros com maior incidência, orientando os moradores sobre a eliminação de criadouros e monitorando áreas consideradas críticas. A recomendação é que cada morador reserve pelo menos 10 minutos por semana para verificar possíveis focos do mosquito em casa.

As autoridades de saúde também alertam para os sintomas das arboviroses, como febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e cansaço intenso. Ao apresentar sinais suspeitos, a população deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

Mesmo em períodos de queda no número de casos, a Vigilância reforça que o combate ao mosquito deve ser contínuo, já que a presença do vetor em níveis elevados aumenta o risco de novos surtos, principalmente em épocas de calor e chuvas.

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