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Chuvas intensas deixam rastro de destruição e dezenas de famílias desalojadas em Ipatinga

Ipatinga enfrentou uma das situações mais críticas dos últimos anos após as fortes chuvas que atingiram a cidade no fim de semana anterior ao dia 14 de janeiro de 2025. O volume de água registrado em poucas horas provocou alagamentos, deslizamentos de terra e destruição em diversos bairros, deixando a população em estado de alerta.

De acordo com informações divulgadas na data, cerca de 85 mil moradores foram afetados pelos temporais. Em alguns pontos da cidade, especialmente nos bairros Bethânia e Canaãzinho, encostas cederam e atingiram residências, provocando danos severos e deixando dezenas de famílias desalojadas ou desabrigadas. A força da enxurrada arrastou lama, pedras e galhos, bloqueando ruas e dificultando a mobilidade nas áreas mais atingidas.

As equipes de emergência trabalharam de forma contínua para atender as ocorrências. Bombeiros, Defesa Civil e profissionais de saúde se mobilizaram para resgatar moradores, remover escombros e oferecer assistência imediata às famílias. Abrigos temporários foram montados para receber quem perdeu suas casas ou precisou deixar imóveis considerados inseguros.

O cenário mais grave envolveu vítimas fatais. Até o dia 14/01, já haviam sido confirmadas 11 mortes decorrentes de deslizamentos e soterramentos, sendo a maioria delas em Ipatinga. A prefeitura decretou estado de calamidade pública para agilizar medidas de resposta e receber apoio estadual e federal diante da dimensão dos estragos.

A cidade segue em monitoramento constante, já que a previsão de novos episódios de chuva aumenta o risco de novos deslizamentos. Autoridades reforçam que moradores devem evitar áreas de encosta, observar sinais de movimentação de solo e acionar imediatamente os órgãos de segurança em caso de qualquer indício de risco.

A tragédia deixou marcas profundas na comunidade e reacendeu o debate sobre a necessidade de intervenções estruturais, prevenção de desastres e políticas mais eficazes para proteger as famílias que vivem em regiões vulneráveis. Enquanto isso, os trabalhos de limpeza, recuperação e acolhimento seguem em ritmo acelerado, tentando minimizar os impactos deixados por um dos episódios mais devastadores já registrados na cidade.

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