A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (14) a sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, intimidação e monitoramento clandestino ligado ao caso Banco Master. Entre os principais alvos da operação está o empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpre sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Além das prisões, a Justiça determinou bloqueio de bens, sequestro patrimonial e afastamento de investigados de cargos públicos.
Henrique Vorcaro foi preso em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo as investigações, ele não seria apenas um familiar do banqueiro investigado, mas integrante ativo da estrutura apontada pela PF como responsável por operações de coerção, ocultação patrimonial e movimentações financeiras suspeitas.
De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa investigada teria atuado em práticas como ameaça, corrupção, invasão de dispositivos eletrônicos, obtenção ilegal de informações sigilosas e lavagem de dinheiro. A investigação também apura a existência de um grupo conhecido como “A Turma”, supostamente utilizado para intimidar jornalistas, críticos e autoridades ligadas ao escândalo do Banco Master.
As autoridades afirmam que a Operação Compliance Zero teve início em 2025, após suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. O caso ganhou repercussão nacional após a prisão de Daniel Vorcaro e a liquidação extrajudicial da instituição financeira. Desde então, a investigação passou a apurar também possíveis ramificações políticas e empresariais do esquema.
Segundo documentos citados pela imprensa nacional, o núcleo investigado seria dividido em grupos responsáveis por diferentes frentes de atuação, incluindo espionagem, ataques cibernéticos e pressão contra adversários. A PF aponta ainda indícios da participação de operadores ligados ao jogo do bicho, milicianos e policiais cooptados na estrutura investigada.
Até o momento, a defesa dos investigados não se pronunciou oficialmente sobre as novas medidas determinadas pela Justiça.
A Operação Compliance Zero segue em andamento sob supervisão do STF, e novas fases da investigação não estão descartadas.





