A possível venda do antigo Colégio Angélica, um dos patrimônios históricos mais tradicionais de Coronel Fabriciano, provocou forte mobilização popular nos últimos dias. Diante dos rumores sobre uma possível demolição do imóvel, o prefeito Sadi Lucca afirmou publicamente que o prédio será preservado e que qualquer intervenção dependerá de autorização legal e do Conselho de Patrimônio Histórico do município.
O posicionamento da administração municipal ocorreu após a repercussão de informações sobre uma suposta negociação envolvendo o terreno do colégio, localizado na região central da cidade. Moradores, ex-alunos, professores e representantes culturais demonstraram preocupação com o destino do imóvel, que está fechado desde 2022.
Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o prefeito destacou que o prédio possui tombamento municipal, o que impede alterações estruturais sem autorização oficial. “O Colégio Angélica não vai ser demolido, vai ser preservado”, declarou Sadi Lucca.
O diretor de Cultura e presidente do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Teco Teixeira, reforçou que a prefeitura entrou em contato com a empresa citada nos rumores de compra e recebeu a garantia de que não há previsão de demolição do imóvel. Segundo ele, nenhuma solicitação oficial de intervenção foi apresentada ao Conselho.
Patrimônio histórico e símbolo afetivo da cidade
Fundado em 1950 e inaugurado em sua estrutura atual em 1956, o Colégio Angélica se consolidou como uma das instituições educacionais mais importantes do Vale do Aço. O prédio foi construído em estilo eclético, com influências neoclássicas e coloniais, tornando-se referência arquitetônica e símbolo da formação educacional de diversas gerações.
O imóvel pertence à Congregação das Irmãs Carmelitas da Divina Providência e está tombado pelo patrimônio histórico municipal desde 2015, condição que garante proteção legal contra demolições ou descaracterizações.
Historiadores e representantes culturais defendem que o espaço seja transformado em centro cultural, museu ou equipamento educacional. O historiador Mário de Carvalho Neto destacou recentemente que o prédio representa não apenas memória arquitetônica, mas também um patrimônio afetivo da população fabricianense.
Mobilização popular cresce
A repercussão do caso motivou a organização de uma manifestação pública prevista para o próximo dia 30 de maio, reunindo empresários, artistas, ex-alunos e moradores em defesa da preservação do colégio. O movimento ganhou força especialmente diante do histórico de perdas de patrimônios históricos no município ao longo das últimas décadas.
Apesar das garantias dadas pela prefeitura, a população segue acompanhando atentamente os desdobramentos sobre o futuro do imóvel, considerado um dos principais cartões-postais da cidade.





