Delegados da Polícia Federal concederam entrevista coletiva para apresentar detalhes da Operação Sanitas, investigação que resultou na prisão de uma influencer digital em Ipatinga suspeita de participar de um esquema de venda ilegal de medicamentos utilizados para emagrecimento. A ação faz parte de um trabalho da Polícia Federal para combater a comercialização irregular de substâncias sem autorização sanitária.
Segundo a PF, as investigações apontaram que os produtos eram divulgados principalmente pelas redes sociais, onde os suspeitos promoviam medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, utilizados para perda de peso. Os itens eram oferecidos diretamente aos seguidores e clientes, sem prescrição médica e sem qualquer controle das autoridades de saúde.
De acordo com os delegados responsáveis pelo caso, os medicamentos eram importados de forma clandestina, principalmente do Paraguai, e revendidos no Brasil sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre as substâncias comercializadas estava a tirzepatida, utilizada em tratamentos médicos específicos e que deve ser usada apenas sob acompanhamento profissional.
A Polícia Federal alerta que a venda e o uso desses medicamentos de forma irregular representam riscos à saúde da população, já que os produtos podem não ter garantia de procedência, armazenamento adequado ou composição correta.
Durante a operação foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cidades da região, incluindo Ipatinga, Coronel Fabriciano e Caratinga. A ação resultou na apreensão de medicamentos, celulares, documentos e outros materiais que podem ajudar no avanço das investigações.
Os investigados podem responder por crimes como contrabando, comercialização irregular de medicamentos e associação criminosa. As penas, somadas, podem ultrapassar vários anos de prisão.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outras pessoas que possam estar envolvidas no esquema de venda ilegal de medicamentos. A corporação também reforçou o alerta para que a população não adquira medicamentos por meio de redes sociais ou canais não autorizados, pois além de ser crime, a prática pode colocar a saúde em risco.





